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GOLPE DOS IMÓVEIS

Polícia Civil faz operação contra quadrilha de golpistas que atuava em Cabo Frio

Até as 12h, sete pessoas haviam sido presas. Grupo falsificava documentos para a venda de imóveis em Cabo Frio e no Rio de Janeiro.

Publicado em 13/01/2022 às 13:20

Em Cabo Frio, a polícia prendeu três homens — todos os presos responderão por organização criminosa, falsificação de documentos e estelionato. (Foto: Reprodução/Bom Dia Rio/Alexandre Lima)

A Polícia Civil faz, nesta quinta-feira (13), uma operação para prender integrantes de uma quadrilha que fraudava documentos para vender terrenos em Cabo Frio e também na Zona Oeste do Rio. Até as 12h, sete pessoas tinham sido presas.

Logo depois das 6h, os policiais prenderam a tabeliã Natália Maria Diniz Ribeiro em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Segundo os investigadores, ela era uma das integrantes da quadrilha e responsável pela falsificação da documentação.

"O que mais chamou nossa atenção foi a participação de uma funcionária de um cartório de notas do Rio de Janeiro - ela dava credibilidade ao esquema. A vítima era levada ao cartório para fechar a compra do terreno. Essa funcionária do cartório, que é integrante da quadrilha, conferia toda a documentação e dava o ok para a vítima fazer o pagamento. Nesse momento, a vítima já estava sendo ludibriada, pagando milhares de reais e achando que estava fazendo o negócio jurídico perfeito quando, na verdade, estava sendo vítima de um golpe", explicou o delegado Ângelo Lages.

Segundo os investigadores, além de facilitar a documentação no cartório, ela também ajudava a quadrilha a identificar quais terrenos poderiam ser usados no golpe, ajudando, inclusive, na escolha dos alvos do esquema.

As investigações começaram em maio do ano passado, quando uma vítima do golpe foi à delegacia de Piabetá informando que havia pago R$ 200 mil por um terreno em Cabo Frio. O terreno, na verdade, já tinha um outro dono.

Ao todo, são oito mandados de prisão e 14 de busca e apreensão.


Os presos

Um dos presos é Pedro Gatto Júnior, apontado pela polícia como o chefe da quadrilha. A mãe dele, Benedita Frutuoso, também foi presa acusada de participar dos golpes.

De acordo com o Ministério Público, Benedita fornecia seus dados para formalização dos contratos de compra e venda fraudulentos, além de permitir que a quadrilha usasse a sua conta bancária para movimentação financeira.

Ainda de acordo com os promotores, Benedita ia pessoalmente aos cartórios para formalizar as transferências de propriedade.

Em Cabo Frio, a polícia prendeu Roberto Rosa Soares Júnior, Fernando Carlos Gaspar e Juarez Ferreira de Aquino Júnior. Todos irão responder por organização criminosa, falsificação de documentos e estelionato.

Em Botafogo, na Zona Sul do Rio, os policiais apreenderam o material de um cartório.

"Você tinha um integrante que era responsável pela falsificação dos documentos. Parte dessa quadrilha era responsável por anúncio de vendas desses terrenos. Eles usavam a rede social, rede de relacionamento, então eles captavam futuros clientes que seriam vítimas em toda a região metropolitana", completou o delegado.

Além dos terrenos em Cabo Frio, os policiais descobriram que alguns terrenos na Zona Oeste do Rio estavam sendo vendidos com escrituras falsas.

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